segunda-feira, maio 15, 2006

Raizes da Beira

Foto de minha autoria

Finalmente recebi a fabulosa Obra do Arqº Eduardo Osório Gonçalves, sobre a Genealogia das "gentes" da Beira.
São dois volumes, com cerca de 1600 páginas na totalidade.
Ao longo destas páginas o autor estuda 100 familias da região denominada Beira-Serra.
Para além da Genealogia, esta obra é acompanhada de cerca de 300 fotografias de casas, capelas, pedras de armas, entre outras.
Penso que para todos os Investigadores e Genealogistas que estudam a região Beirã, é uma obra fundamental nas suas Bibliotecas.

sexta-feira, maio 05, 2006

segunda-feira, maio 01, 2006

Santiago do Cacém




Fotos tiradas por mim

domingo, abril 30, 2006

Mirobriga

Foto tirada por mim


Hoje fui passear até Santiago do Cacém, não conhecia e digo de passagem que é uma cidade lindissima cheia de vestigios históricos....vale a pena visitar.
Um dos locais que visitei foram as ruinas romanas existentes em Santiago que se chama Mirobriga.

Passo a trancrever um texto que retirei do site: http://lfx4.ist.utl.pt/arquideia/Sitios/mirobriga.html


Mirobriga representa um dos mais marcantes vestígios da ocupação romana, no Sudoeste Português. Foi classificada de Imóvel de Interesse Público, em 1940.A cidade romana estende-se por mais de 2 Km, apresentando ruínas de edifícios de habitação, ruas pavimentadas, um hipódromo, termas, uma ponte e um fórum.O Fórum de Mirobriga encontra-se localizado numa zona chamada de "Castelo Velho", o topónimo de castelo, no sul indica inúmeras vezes ocupação pré-romana, É o caso de Mirobriga. Foi ocupada já desde a Idade do Bronze, e do Ferro onde beneficiou das trocas comerciais púnicas no século IV a.C.A partícula briga parece indicar a celticização da zona. A ocupação propriamente romana dá-se no século I d.C., e possivelmente teria o estatuto de Estipendiária.Na época flaviana o desenvolvimento da cidade foi intenso, podendo mesmo ter chegado a obter o estatuto de Municipium, juntamente com Bracara Augusta e Conimbriga. O que seria provável é que controlava muito possivelmente um território relativamente afastado de si, como é o caso de Sines.O despovoamento de Mirobriga, terá ocorrido, segundo os testemunhos arqueológicos até agora apurados, no século IV d.C., altura da decadência do império romano registado amiúde em outras cidades.Podemos apreciar um fórum, muito possivelmente construído no século I d.C., e as termas que terão sido edificadas na centúria seguinte, um templo, com o propósito cultual. Este mesmo templo está destacado no seio da urbe. Ocupa um lugar central no fórum. Existe uma outra estrutura com funções igualmente cultuais, segundo D. Fernando de Almeida - o templo de Vénus.As termas são das mais bem conservados no país. Temos as termas este, edificadas no século II d.C., e as termas oeste que viram o nascer do dia por volta da segunda metade do mesmo século. Tanto a escolha topográfica para a implantação, como os materiais para a sua construção foram escrupolosamente pensadas. Existe uma zona de entrada, com salas para massagens, vestiário, e zona de água fria (frigidarium) e água quente(caldarium).O hipódromo é o único registado em Portugal. Mede 369X75 metros, e teria provavelmente bancadas de madeira. Foram também postas a descoberto várias habitações contendo pinturas murais.

sexta-feira, abril 28, 2006

Minha Avó Emilia


Hoje a minha avó Emilia faz 92 anos, e por esse motivo coloco aqui a sua ascendência.

Gráfico Ahnentafel para Emilia Ferreira


Primeira Geração

1. Emilia Ferreira nasceu em 28 abril 1914 em Alvites - Mouçós - Vila Real.
Emilia casou-se com Alberto do Fundo, filho de Serafim do Fundo e Glória Ferreira Pêgo, em 26 março 1932. Alberto nasceu em 13 junho 1913 em Sangunhedo - Mouçós - Vila Real. Ele faleceu em 4 julho 1982 em São José a São Lazaro - Braga e foi enterrado em Braga.


Segunda Geração

2. Fermino Calçada nasceu em 27 novembro 1880 em Alvites - Mouçós - Vila Real. Ele faleceu em 1 janeiro 1955 em Alvites - Mouçós - Vila Real. Fermino casou-se com Rosa da Fonseca em 30 outubro 1907 em Mouçós, Vila Real, Portugal.

3. Rosa da Fonseca nasceu em 16 dezembro 1886 em Alvites - Mouçós - Vila Real. Ela faleceu em 28 abril 1940 em Alvites - Mouçós - Vila Real.


Terceira Geração

4. Francisco Calçada nasceu em 28 setembro 1835 em Sangunhedo - Mouçós - Vila Real. Ele casou-se com Maria Constantina Ferreira da Fonseca.

5. Maria Constantina Ferreira da Fonseca nasceu em 6 fevereiro 1849 em Alvites - Mouçós - Vila Real.

6. Manoel da Fonseca Junior nasceu em 28 fevereiro 1846 em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Maria Augusta Pereira.

7. Maria Augusta Pereira nasceu em 15 abril 1843 em Aboboleira - Mouçós - Vila Real.


Quarta Geração

8. Manoel Ferreira da Fonseca nasceu em 7 julho 1807 em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Leonor Lopes.

9. Leonor Lopes nasceu em 14 agôsto 1806 em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal.

10. Francisco Ferreira da Fonseca casou-se com Maria Lopes.

11. Maria Lopes.

12. António Ferreira da Fonseca casou-se com Anna Ferreira da Fonseca em 21 junho 1838.

13. Anna Ferreira da Fonseca nasceu em 23 dezembro 1815 em Alvites - Mouçós - Vila Real.

14. José Pereira Melitão nasceu em Aboboleira, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Maria Correia.

15. Maria Correia nasceu em Aboboleira, Mouçós, Vila Real, Portugal.


Quinta Geração

16. Jozé António da Fonseca nasceu em 9 setembro 1781 em Alvites - Mouçós - Vila Real. Ele casou-se com Maria Jozé Alves.

17. Maria Jozé Alves nasceu em 9 julho 1782 em Alvites - Mouçós - Vila Real.

18. Domingos Lopes nasceu em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Euzébia Maria Affonso Vilella.

19. Euzébia Maria Affonso Vilella nasceu em 20 janeiro 1766 em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal.

20. António José de Mattos casou-se com Maria Ferreira da Fonseca.

21. Maria Ferreira da Fonseca.

22. José de Mattos casou-se com Antónia Ferreira.

23. Antónia Ferreira.

24. Francisco Ferreira da Fonseca casou-se com Anna Alves.

25. Anna Alves.

26. Domingos Ferreira da Fonseca nasceu em 21 setembro 1788 em Alvites - Mouçós - Vila Real. Ele casou-se com Maria (2) Alves do Prado.

27. Maria (2) Alves do Prado nasceu em 24 dezembro 1792 em Alvites - Mouçós - Vila Real.

28. José Pereira nasceu em Aboboleira, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Maria Thereza.

29. Maria Thereza nasceu em Aboboleira, Mouçós, Vila Real, Portugal.

30. Francisco Correia nasceu em Aboboleira, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Maria Affonso Vaia.

31. Maria Affonso Vaia nasceu em Aboboleira, Mouçós, Vila Real, Portugal.


Sexta Geração

32. Jerónimo Alvarez Vilella nasceu em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Maria Thereza Ferreira da Fonseca.

33. Maria Thereza Ferreira da Fonseca nasceu em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal.

34. João Alves nasceu em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Luiza Alves.

35. Luiza Alves nasceu em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal.

36. Domingos Lopes nasceu em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Helena Alves Pereira.

37. Helena Alves Pereira nasceu em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal.

38. António Affonso nasceu em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Maria Alvarez Villela.

39. Maria Alvarez Villela nasceu em Sangunhedo, Mouçós, Vila Real, Portugal.

48. Jerónimo Alvarez Vilella é impresso como #32 à página 2.

49. Maria Thereza Ferreira da Fonseca é impresso como #33 à página 2.

50. João Alves casou-se com Luiza Alves da Fonte.
51. Luiza Alves da Fonte.

52. Jerónimo Alvarez Vilella é impresso como #32 à página 2.

53. Maria Thereza Ferreira da Fonseca é impresso como #33 à página 2.

54. Francisco Alves do Prado nasceu em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal. Ele casou-se com Izabel Ferreira do Prado.

55. Izabel Ferreira do Prado nasceu em Alvites, Mouçós, Vila Real, Portugal.


Sétima Geração

64. Gonçalo Vilella casou-se com Maria Alvarez.

65. Maria Alvarez.

66. Manuel Ferreira (Pereira) casou-se com Francisca Maria de Carvalho.

67. Francisca Maria de Carvalho.

68. Paulo Gonçalves casou-se com Maria Gonçalves.

69. Maria Gonalves.

70. Manuel Alves casou-se com Isabel Alvarez.

71. Isabel Alvarez.

76. Gonalo Affonço casou-se com Isabel Affonço.

77. Isabel Affonço.

78. Domingos Gonçalves Villela casou-se com Isabel Alvarez.

79. Isabel Alvarez.

108. Domingos Alves casou-se com Maria Francisca.

109. Maria Francisca.

110. Jozé Ferreira casou-se com Maria de Figueiredo.

111. Maria de Figueiredo.

quinta-feira, março 02, 2006

domingo, fevereiro 26, 2006

Região de Torres Vedras


A mãe de minha sogra, Maria dos Anjos Franco, nasceu a 18 de Fevereiro de 1920, no lugar de Freixofeira, Turcifal, Torres Vedras.

Era filha de Joaquim Anacleto Franco e de Adelaide da Conceição da Costa, ele de Freixofeira, Turcifal e ela de Colaria, Freiria, todos de Torres Vedras.

Pela parte paterna teve a seguinte ascendência:

Joaquim Anacleto Franco (nascido em Freixofeira, Turcifal a 11.12.1879)
Anacleto Franco (nascido em Freixofeira, Turcifal a 05.03.1834)
Silvestre Franco (nascido em Freixofeira, Turcifal a 25.10.1795)
Francisco Franco (nascido em Freixofeira, Turcifal em ano incerto)
António Franco (nascido em Freixofeira, Turcifal em ano incerto)

Pela parte materna teve a seguinte ascendência:

Adelaide da Conceição da Costa (nascida em Colaria, Freiria a 21.01.1885)
Iria de Jesus (nascida em Colaria, Freiria a 17.09.1860)casada a 29.12.1879 com António da Costa (exposto na Roda Santa Casa da Misericórdia de Lisboa)
Manoel Antunes (nascido em Fernandinho, Ventosa, Torres Vedras a 01.12.1815)
João Antunes (nascido em Fernandinho, Ventosa em ano incerto)
António Luis Antunes (nascido em Abobreira, São Pedro de Grilhões, Azueira, Mafra em ano incerto)
Luis Antunes (nascido em Abobreira, São Pedro de Grilhões, Azueira, Mafra, em ano incerto)

Nota: todos estes dados estão confirmados conforme registo paroquiais localizados na Torre do Tombo.

Região de Viseu


O pai de minha sogra, José de Gouveia nasceu a 14 de Outubro de 1912, em Tondela, Viseu.
Muito novo veio para a região de Torres Vedras aonde se casou e teve os seus filhos, entre eles Maria Margarida.
José de Gouveia era filho de António José de Gouveia e de Maria Bernardina, ambos de Tondela, Viseu.
Pela parte paterna teve a seguinte ascendência:

António José de Gouveia (nascido em Tondela a 03.04.1858)
Francisco José de Gouveia (nascido em Parada, São Miguel de Outeiro, Tondela a 25.03.1822)
Francisco José de Gouveia (exposto em Farminhão, São Miguel de Outeiro, Tondela)

Pela parte materna teve a seguinte ascendência:

Maria Bernardina (nascida em Tondela em ano incerto)
Gonçalo Coelho de Castro (nascido em Tondela a 24.01.1832)
Gonçalo Coelho de Castro (nascido em Tondela a 18.02.1797)
António dos Santos Coelho de Castro (exposto em Nelas, Santar no ano de 1760) ver mensagens anteriores em que falo deste caso.
Gonçalo Coelho de Almeida e Castro (nascido Quintal, Castelões, Tondela em Fevereiro de 1710)
António Coelho de Campos Coutinho (nascido em Castelões, Tondela em Junho de 1671)
Miguel Coelho de Almeida (casado a 28.09.1667) com Mariana da Silva (nascida em Maio de 1644)

Nota: Todos estes dados estão confirmados com registos paroquias do Arquivo Distrital de Viseu.

Maria Margarida Franco Gouveia


Faz no próximo dia 1 de Março, 1 mês que a minha sogra faleceu...tem sido uns dias muito dificeis, principalmente devido á Saudade!!!
Como este blog trata de Genealogia e de Raízes Lusitanas, vou falar um pouco sobre a ascendência de minha sogra.
Maria Margarida Franco Gouveia, nasceu a 6 de Novembro de 1945 na Amadora, filha de José de Gouveia e de Maria dos Anjos Fanco.
Pela parte de seu pai, as suas origens chegam-nos da região de Viseu.
Pela parte de sua mãe, são da região de Torres Vedras.
Nos post's seguintes tratarei das linhas directas de cada um.

Em Breve

Olá,
Já tenho saudades de escrever no Blog, mas tem acontecido tanta coisa, que não tenho tido tempo para nada.
Prometo que em breve voltarei a escrever...
Até Breve

sábado, novembro 26, 2005

Comentários...


Como muitos amigos queriam comentar no Blog e não conseguiram....tomei a liberdade de postar em comentário nesta mensagem, todas as opiniões que me enviaram por email.
Obrigado a todos.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Fotos Antigas de Lisboa

Basilica da Estrela

Avenida da Liberdade

Avenida da Republica

Praça do Municipio

Rossio


Fotos Enviadas por email pelas amigas Ana Parreira e Dulce Lázaro

terça-feira, novembro 22, 2005

Alcáçovas mostra doces conventuais e palacianos




A vila de Alcáçovas vai receber entre os dias 1 e 4 de Dezembro mais uma
Mostra de Doçaria, reunindo 25 expositores oriundos de todo o país.
Entre as especialidades em mostra vai estar o Bolo Tão Bom como Tão Bom, Bolo Real,
Sardinhas Albardadas e Bolo Conde de Alcáçovas.

A Mostra de doçaria é uma organização da Autarquia de Viana do Alentejo e
pretende valorizar os doces conventuais e palacianos, herdados de um povo
que marcou a história e a cultura deste concelho.

Vale a pena visitar!
Freguesia de Alcáçovas

A povoação de Alcáçovas é muito antiga e está situada sobre o antigo itinerário romano que ligava Ebora a Salacia (Alcácer do Sal). O nome da vila deriva do árabe al-qaçabâ (cidadela fortificada).Em 1259, D. Martinho, Bispo de Évora, repovoou-a e deu-lhe foral particular. D. Afonso III incorporou-a nos bens da Coroa e elevou-a a vila em 1271. D. Dinis concedeu-lhe forais em 1279 e 1283 e mandou reconstruir um dos castelos para servir de morada em 1290.Por D. Afonso V foi concedido o primeiro senhorio de Alcáçovas a D. Fernando Henriques. Desde então, o palácio foi palco de grandes cerimónias de que se destacam os casamentos das Infantas netas de D. João I e de Nuno Álvares Pereira, de D. Isabel com o Rei de Castela D. João II e de D. Beatriz com o Infante D. Fernando. D. João II doou a vila à família dos Henriques, depois de ter sido a sua residência preferida e de no palácio real portugueses e castelhanos assinarem o Tratado de Alcáçovas em 1479 que pôs termo à guerra da sucessão da coroa castelhana e garantiu a Portugal o senhorio da Guiné, Madeira, Açores e a conquista do Reino de Fez, no norte de África.Em 1836 é suprimido o Concelho de Alcáçovas, sendo integrado no Concelho de Viana do Alentejo. Cerca de 1920 a vila de Alcáçovas tinha perto de seis mil habitantes e revelava um desenvolvimento agrícola e industrial bastante apreciável. Destaque para as indústrias da cortiça, dos lagares de azeite e do fabrico dos famosos chocalhos de Alcáçovas.Na última década do século XIX a vila chegou a ter a laborar dez oficinas e vinte chocalheiros. A história recente de Alcáçovas está ligada ao Monte do Sobral, local secreto de reunião dos Capitães de Abril, nas vésperas da Revolução de Abril de 1974.
Nota: Alcaçovas é a terra da minha grande amiga Fernanda Mestre, Ducha para os amigos.

sexta-feira, novembro 18, 2005

Visita de Estudo ao Património Artí­stico


Para conhecimento de todos, junto envio este convite, informação dada pelo amigo João Paulo Silva.
No Ambito do projecto Centro de Saberes do Montijo, organiza-se no dia 26 de Novembro próximo uma Visita de Estudo ao Património Artí­stico do Concelho do Montijo que será conduzida pelo Professor Doutor Vitor Serrão, do Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A visita iniciar-se-á às 9h30, junto aos Paços do Concelho da cidade do Montijo, e prolongar-se-á até às 17h30. O custo da inscrição é de 30? e inclui um almoço regional. Junto se anexa o convite para esta iniciativa, esperando poder contar com a presença de todos os interessados.
Com os melhores cumprimentos,

Programa de Formação ao Longo da Vida

Inscrições e informações:
Fundação da Universidade de Lisboa
Reitoria da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade 1649-004 Lisboa
flv@reitoria.ul.pt
Tel. +351 21 011 34 22
Fax. +351 21 794 19 90

quinta-feira, novembro 17, 2005

Codex 632


Estou quase a terminar o novo romance do José Rodrigues dos Santos, chamado Codex 632.

Neste romance o autor tenta explicar que talvez Cristóvão Colombo não seja o tecelão de seda genovês, que veio para Portugal e depois para Espanha, e atravès de ordens dos Reis Católicos descobriu a América.

Um livro muito interessante, bem escrito e mais uma vez nos faz pensar e tentar saber mais um pouco acerca deste homem, chamado o Almirante.

Vou deixar um trecho do livro:

"A mensagem enigmática foi encontrada entre os papeis que um velho historiador deixara no Rio de Janeiro antes de morrer.

MOLOC
NIMUNDIA OMASTOOS

Tomás Noronha, professor de História da Universidade Nova de Lisboa e perito em criptanálise e linguas antigas, foi contratado para descodificar esta estranha cifra. Mas o mistério que ela encerrava revelou estar para além da sua imaginação, lançando-o inesperadamente na pista do mais bem guardado segredo dos Descobrimentos: a verdadeira identidade e missão de Cristóvão Colombo."

José Rodrigues dos Santos - O Codex 632 - Gradiva - 2005

terça-feira, novembro 15, 2005

Louça de Bisalhães



Hoje os meus pais chegaram de Vila Real e recebi como presente louça de Bisalhães.
Retirado do site: http://www.eb23-diogo-cao.rcts.pt/Trabalhos/bisalh/txt.htm, aqui vai uma explicação da história desta louça tão caracterista daquela região transmontana.
Vejam mais em: http://www.olariabisalhaes.com/index_intro.php

Bisalhães é uma aldeia transmontana, situada a este de Vila Real na encosta do Marão.

Nesta aldeia trabalha-se muito com o barro. As peças que se constroem são muito antigas.

As pessoas que trabalham estas peças são os oleiros.

Esta arte nasceu em Vila Marim e passados alguns anos foi para Bisalhães.

Antigamente a vida dos oleiros era muito difícil e como eram pobres dedicavam-se também à agricultura.

Os oleiros iam buscar o barro a Parada de Cunhos e transportavam-no em carros de bois.

O barro antes de ser trabalhado passa por muitas fases. Primeiro fica a secar numa eira que era um pequeno quarto térreo da casa do oleiro.

Nos pios a mulher pica o barro com os malhos feitos de pau de amieiro, para depois ser peneirado.

Feito isto é amassado, misturado com água e tira-se o ar.

O barro está pronto e o oleiro coloca-o no centro da roda para levantar a peça

Só em Bisalhães é que existe este tipo de roda manejada á mão e é construída de madeira de castanho e pinho.

Os intrumentos para ajudar a moldar aspeças são os fanadoiros e o pano.

Quando se termina a peça ela é retirada da roda com uma cega que é uma linha muito fina.

Depois disto põe-se a secar ao sol e quando está quase secos a mulher vai gogar. Com uma pedra lisa do rio fazem-se desenhos nas peças do oleiro.


A cozedura das peças de barro


Os oleiros começam por pôr as peças de barro na grelha.
Acendem o forno com lenha, giestas e caruma. Os instrumentos que usam são: a forquilha, engaço, um pau grande e preto e uma pá.
Enquanto o homem aquece o forno a mulher vai pondo as giestas e a caruma por cima da louça.
A lenha é retirada do telheiro. Depois com a pá abafam as peças com terra e cinza da ultima fornada.
De inicio colocam a cinza e a giesta á volta da louça, deixando uma abertura no centro.
Essa abertura vai fazer com que a uma certa altura o fogo faça um barulho chamado ronca, que indica que a temperatura do forno está boa para tapar o buraco.
Depois de ouvirem esse barulho tapam a porta do forno e depois o buraco com caruma e terra preta.
Passado 5h e 30m a louça já está cozida. Os homens e as mulheres retiram então a terra que cobre a louça, utilizando paus e panos velhos para retirar a louça e não se queimarem.

sábado, novembro 05, 2005

O Português que nos Pariu


Ontem recebi um prémio de uma lista Brasileira de Genealogia que faço parte, que foi um livro cujo nome é, O Português que nos Pariu, da escritora Angela Dutra de Menezes.
Um livro muito engraçado e didáctico que é uma viagem ao mundo dos nossos antepassados.
Vou-lhe deixar um trecho:

Receita do Português

Coloque uma vasilha dentro de água . A massa só alcançará o ponto exato se os ingredientes forem misturados em recipiente mergulhado em água salgada. Senão, a receita desanda.

Ingredientes:

. Homens pré-históricos do vale do Tejo e do Sado
. Um punhado de povos indigenas, principalmente lusitanos. Se possivel, da tribo liderado por Viriato.
. Celtas - apenas para polvilhar.
. Romanos
. Bárbaros: alanos caucasianos, vândalos germânicos e escandinavos, suevos e visigodos germanicos - estes ultimos dissolvidos na civilização romana.
. Mouros: tribos islamizadas do Marrocos e da Mauritânica.
. Uma pitada de árabes.
. Judeus sefarditas (ibéricos) - coloque um punhado entre um ingrediente e outro. Reserve a porção maior para o final da receita.
. Cristãos a gosto.

In O Português que nos Pariu, Angela Dutra Menezes, Releme Dumará, Pág. 15

quinta-feira, novembro 03, 2005

Povos ibéricos pré-romanos



Cerca de 10 000 a.C. a Península Ibérica era habitada por povos autóctones que vieram a ser conhecidos como Iberos. Entre eles estão os Tartessos.

Quatro mil anos depois, a região passou a ser habitada por um povo indo-europeu, os
Celtas que coexistiram pacificamente com as tribos Iberas até ao ponto de se fundirem, dando origem aos Celtiberos que se subdividem actualmente em vários povos, como os Lusitanos, os Calaicos ou Gallaeci e os Cónios, entre outras menos significativas, tais como os Brácaros, Célticos, Coelernos, Equesos, Gróvios, Interamici, Leunos, Luancos, Límicos, Narbasos, Nemetatos, Pésures, Quaquernos, Seurbos, Tamagani, Taporos, Zoelas, Turodos). Influências menores foram os Gregos e os Fenícios-Cartagineses (com pequenas feitorias comerciais costeiras semi-permanentes).

Rufio Avieno no seu poema Ode Marítima (século IV d.C.) relata as aventuras de um navegador grego nos finais do século VI a.C., que descreve a existência de várias etnias iberas na costa meridional atlântica que já praticavam a cultura megalítica e seriam, provavelmente, os responsáveis pelo comércio com o atlântico norte — os Estrímnios e os Cinetes (ou Cónios). A junção das tribos iberas e celtas iria ensinar aos primeiros a cultura agrária, que se juntava à vocação marítima dos nativos. São estes invasores, os celtas, os responsáveis pelos sufixos dunuum e briga em nomes de cidades, como Conímbriga (que viria a dar o nome à cidade de Coimbra), ou Miróbriga (Santiago do Cacém), Caetóbriga (Setúbal) e Lacóbriga (Lagos).

Lusitanos



Os Lusitanos são vistos como os antepassados dos Portugueses.
Eram um povo celtibérico que viveu na parte ocidental da Península Ibérica.
Primeiramente, uma única tribo que vivia entre os rios Douro e Tejo. Ao norte do rio Douro limitavam com os Galaicos e Astures na província romana da Galécia, ao sul com os Béticos e ao oeste com os Celtiberos na área mais central da Hispânia Tarraconensis.
A figura mais notável entre os lusitanos foi Viriato, um dos seus líderes no combate aos romanos.
Entre as numerosas tribos que habitavam a Península Ibérica quando chegaram os romanos, encontrava-se, na parte ocidental, a dos lusitani, considerada por alguns autores a maior das tribos ibéricas, com a qual durante muitos anos lutaram os romanos.
Não se sabe ao certo qual a sua origem. Alguns autores também incluem nos Lusitanos, os Galaicos, que, por sua vez, tinham por vizinhos, a oriente, os Astures e os Celtiberos.
Os galaicos aparecem documentados por vez primeira formando parte do exército do caudilho luso Viriato como mercenários de guerra mas os galaicos (castrejos) ao norte do Douro posteriormente seriam administrados por Roma como província autónoma na Gallaecia (Galécia) à margem da Lusitânia e da Hispânia Tarraconensis trás ser conquistados por Décimo Júnio Bruto o Galaico.
Tito Lívio na História Romana escritor do século I a.C., menciona-os incorporados como mercenários no exército de Aníbal, tomando parte na batalha da Trébia e depois atravessando os Pirenéus, após a destruição de Sagunto, a caminho de Itália.
Os lusitanos, segundo teses mais modernas, seriam de origem pré-celta, como o provam os escritos em língua lusitana encontrados em território português e Estremadura espanhola.Conhecem-se só três inscripções lusitanas, todas elas muito tardias.
Todas elas usam já o alfabeto latino, previamente ao período romano não tivera existido uma epigrafia lusitana própia. As principais inscripções forom em território português em Lomas de Moledo, Cabeço das Fraguas, a outra inscripção procede de Arroyo de Cáceres (Estremadura. Espanha). A modo de exemplo mostramos aquí a inscripção de Cabeço das Fráguas do século III d.C.
:OILAM TREBOPALA INDI PORCOM LAEBO COMMAIAM ICCONA LOIM INNA OILAM VSSEAM TREBARVNE INDI TAVROM IFADEM[...] REVE TRE[...]
Esta inscripção se traduz habitualmente como: "[é sacrificada] uma ovelha a Trebopala, e um porco a Laebo, ofrenda a Iccona Luminosa, uma ovelha de um ano a Trebaruna e um touro semental a Reve Tre[baruna(?)]".
Despripção linguística: As inscripções lusitanas (escritas em alfabeto latino) mostram uma língua celtoide fácilmente traducível e interpretável, já que conserva em maior grado o seu parecer com o celta comum.
A conservação de p- inicial nalgumas inscripções lusitanas, faz que muitos autores não considerem o lusitano como uma língua celta mas celtoide. O celta comum perde o p- indoeuropeu inicial.
Por exemplo: "porc/om" em lusitano seria dito "orc/os" em outras línguas celtas como o celtíbero, galaico, goidélico ou gaulês. Para estes autores, o lusitano mais que ser uma língua descendente do celta comum seria uma língua emparentada do celta comum, é dizer, uma variante separada do celta mas com muita relação a ele.
Os lusitanos foram considerados, pelos historiadores, hábeis na luta de guerrilhas, como o provaram quando chefiados por Viriato se livraram do cerco de Vetílio e o perseguiram até ao desfiladeiro da Serra de Ronda, onde desbarataram as tropas romanas.
Utilizavam como armas o punhal e a espada, o dardo ou lança de arremesso, todo de ferro, e a lança de ponta de bronze. Diz-se também que eles untavam o corpo: que usavam banhos de vapor, lançando água sobre pedras ao rubro, e tomavam em seguida um banho frio; comiam apenas uma vez por dia.
Praticavam sacrifícios humanos e quando o sacerdote feria o prisioneiro no ventre faziam vaticínios segundo a maneira como a vítima caía. Sacrificavam a Ares, deus da guerra, não só prisioneiros, como igualmente cavalos e bodes.
Praticavam exercícios de ginástica como o pugilato e corridas, simulacros de combates a pé ou a cavalo: bailavam em danças de roda, homens e mulheres de mãos dadas, ao som de flautas e cornetas; cada um tinha apenas uma mulher.
Usavam barcos feitos de couro, ou de um tronco de árvore. As lutas dos lusitanos contra os romanos começaram em 193 a.C.. Em 150 a.C. o pretor Sérvio Galba, após ter infligido aos lusitanos grandes punições aceitou a paz com a condição de eles entregarem as armas, aproveitando depois que os viu desarmados para os chacinar. Isto fez lavrar ainda mais a revolta e durante oito anos os romanos sofreram pesadas baixas. Esta luta só acabou com o assasínio traiçoeiro de Viriato por três companheiros tentados pelo ouro romano.
Mas a luta não parou e para tentar acabá-la mandou Roma à Península o cônsul Décimo Júnio Bruto, que fortificou Olisipo, estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, mantando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima.
Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio do norte da Lusitânia só foi conseguido com a tomada de Numância, na Celtibéria que apoiava os castros de Noroeste.
Em 60 a.C. Júlio César dá o golpe de misericórdia aos lusitanos. No entanto ainda algumas guerrilhas continuaram pois em 19 a.C. desenvolveram-se acções de submissão nas Astúrias, Leão e Norte de Portugal, onde Augusto e Agripa tiveram de levar a guerra, ficando célebre a última resistência oferecida às tropas romanas pelo castro do monte Medúlio, sobranceiro ao rio Minho, cujos defensores, prestes a serem dominados, acabaram por suicidar-se, preferindo a morte à escravidão.Citando Caius Julius Caesar (100-44 AC) "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar."

quarta-feira, novembro 02, 2005

Capela da Nossa Senhora da Pena


Origens
Na freguesia de Mouçós, concelho de Vila Real, entre as povoações de Sequeiros, Magarelos, Alvites e Pena de Amigo, rodeado de pinhais, a norte e poente, e de lameiros, a sul e nascente, num lugar ermo e ascético, propicio para a contemplação e repouso, levanta-se um majestoso santuário a Nossa Senhora da Pena.
A invocação de Pena não significa compaixão, como as pessoas vulgarmente pensam.
Significa antes, penha ou pedra.
(...)
Qual foi então a origem do Santuário da Senhora da Pena?
Sabe-se que, no sítio em que ele está assente, existiu outrora uma pequena ermida cuja origem se perde na noite dos tempos.
Já nessa ermida se venerava a Senhora da Pena, com uma festa anual que atraía numerosos forasteiros.
(...)
È uma construção de estilo barroco, irmã da capela do Solar de Mateus e da Capela de S. Pedro e S. Paulo, vulgo Capela Nova, de Vila Real.
Tem a marca de Nicolau Nazoni, famoso arquitecto bem conhecido no norte do País, pelas numerosas igrejas e capelas que planeou, embora haja quem opine que ela poderá ser atribuida ao seu continuador, Figueiredo Seixas.
Ó minha Nossa Senhora da Pena
Que para com todos bem age
Lembrai-Vos hoje e sempre
Da Povoação de Varge
Ó minha Santa Padroeira
Por todos adorada
Que Varge esteja sempre à Vossa beira
E que por ela sejais Venerada!
In A Capela e a Festa da Senhora da Pena - Joaquim Alves Ferreira - Ano 2002