segunda-feira, outubro 31, 2005

Vila Real

As minhas Origens são de Vila Real - Trás os Montes
Aqui vai um texto sobre esta bonita cidade do interior transmontano, retirado do site "Minhaterra"

É a capital de um distrito composto por catorze concelhos e duzentas e sessenta e sete freguesias. É a capital de uma vasta zona com fortes ligações ao Porto e a todo o norte do País. É uma terra de futuro, com a Universidade e os milhares de jovens que demandam estas terras todos os anos. É uma das mais importantes cidades portuguesas. O concelho de Vila Real é composto por trinta freguesias. Quando aqui surgiram os primeiros habitantes, Vila Real ainda não existia como tal. A fundação da cidade e do concelho ocorreu muito mais tarde, substituindo a antiga e importante “terra” de Panóias, que pertencia à estirpe dos Sousas. A fundação da vila deveu-se a uma intervenção de D. Afonso III, continuando uma outra, anterior, de Sancho II. O Bolonhês decidiu criar em plena “terra” de Panóias um território reguengo, ou seja, pertença da coroa (daí se ter chamado desde logo Vila Real), e dar aos seus moradores todas as povoações em redor. Vila Real recebeu foral de D. Dinis em 1289. Foi nessa altura que a antiga vila se começou a desenvolver, porque até aí não passava de um lugar mais ou menos ermo. A partir do século XV, o velho burgo cresce para fora das muralhas, já que o número de habitantes não permitia a sua integral instalação no seu interior. Na centúria seguinte, essa parte da vila vai mesmo suplantar em importância a parte mais antiga da povoação. Mas a actual fisionomia de Vila Real começou a ser construída nos inícios do nosso século. Foram demolidas algumas edificações das mais antigas, abriram-se avenidas amplas e orientadas no sentido norte-sul, levantaram-se os principais edifícios de serviços da cidade. Não se esqueceu, no entanto, a componente histórica da vila, e os seus principais monumentos. A Sé Catedral, antiga igreja do Convento de S. Domingos, é o maior exemplo. Quatrocentista, mistura-se nela a arte ogival com as mais simples características românicas. Sant’Anna Dionísio, em “Guia de Portugal”, convida a uma visita a este concelho de muitos atractivos e inesquecíveis belezas. Um concelho dominado pela sua cidade mas que encontra o suporte necessário nas outras vinte e sete freguesias rurais: “Um dos mais discretos encantos que todo o viajante atento e pausado poderá experimentar das diferentes digressões que a capital de Trás-os-Montes oferece para qualquer dos quadrantes será o da descoberta de distintas e harmoniosas linhas de cumeadas. Importa, porém, ter os olhos afinados para essa tão recatada fonte de enlevo. Quem segue, por exemplo, pela estrada de Murça, ao subir a encosta que culmina no chamado Alto de Justes, não deverá deixar de escolher, aqui ou além, alguns sítios de paragem para contemplar a extensa linha culminante da serra do Marão, na sua parte nuclear, mais longínqua, de aspecto bronzeado, no seu prolongamento setentrional (usualmente conhecida pelo nome de serra do Alvão) fortemente pedregosa e adusta. Se o viandante tiver a sorte de surpreender esse panorama a certas horas crepusculares, a sua memória a custo deixará diluir essa impressão de deslumbramento. Outra perspectiva, não menos bela, é a que se colhe da estrada de Sabrosa, quando se caminha de Mateus para Constantim. Daí se domina, sob novas feições, a mesma linha de cumeada, mas mais próxima de nós e de certo modo ainda mais bela. A montanha, vista daí corre de norte a sul, desde os picotos do Mesio até aos rochedos cortados em despenhadeiro da Senhora da Serra e do Pico da Ermida, onde o Marão, depois de cristalizar no seu mais possante ímpeto, descai para o vale do Douro, sobre os fundos de Santa Marta e Mesão Frio. Se seguirmos para o sul, pela linha férrea do vale do Corgo, ou pela estrada extremamente sinuosa e movimentada, que liga Vila Real à Régua, não teremos cinco minutos, em andamento, sem um panorama grandioso e novo. A cada instante se descobrem formidandos relevos, montes sobre montes, despenhadeiros, enormes recôncavos, imprevisíveis anfiteatros revestidos de vinhas e olivais, um ou outro fundego rústico e vergiliano”.

4 comentários:

Ana Fundo disse...

dulce said...
E é nisto que dão as noites de insónia!! :-)) Já te acrescentei aos meus favoritos.
Bjinhos.
Dulce

Ana Fundo disse...

AnaFundo said...
Ainda bem que não sou a unica :-)))
Espero que gostes deste blog e que venhas passear por cá muitas vezes.
Bjinhos
Ana

Ana Fundo disse...

Gustavo Almeida said...
Aqui está uma aposta conseguida num bom passeio. Por acaso já fiz parte desse passeio, há cerca de 3 anos. Tenho que voltar a repetir.

Ana Fundo disse...

AnaFundo said...
Um optimo passeio...espero lá voltar no final deste mês, ou então em Agosto.